POLÍCIA NA MIRA DOS BOLETOS FALSOS

Polícia mira boletos falsos Nove empresas suspeitas de enviar falsas cobranças são investigadas. Sílvia Pimentel - 21/9/2010 - 21h21 A prática de supostas entidades empresariais de enviar boletos de cobrança a empresários que acabaram de obter o CNPJ e pior, usando nomes de entidades conhecidas no mercado para confundir o destinatário, virou caso de polícia. O chamado "golpe do boleto" está sendo investigado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). De acordo com o delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, pelo menos nove empresas estão sob investigação e vários inquéritos já foram abertos. Apesar disso, os empresários de primeira viagem, ou que acabaram de abrir seu negócio, devem se cercar de cuidados para não cair na armadilha. A Associação Comercial e Empresarial do Brasil está entre as investigadas, mas continua agindo porque o inquérito ainda não foi finalizado. Há casos recentes de empresários que receberam boletos no valor de R$ 259,80, referentes à contribuição associativa anual. O delegado afirma que o tamanho do processo é monstruoso pelo número expressivo de vítimas, inclusive fora do Estado de São Paulo. Sem entrar no mérito dos serviços oferecidos, o fato é que muita gente pagou, pensando se tratar da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "A ACSP, por ser tradicional, idônea e conhecida, é usada para esses clones", diz o delegado. Outra suposta entidade na mira da polícia pelo número de reclamações registradas é a Associação Comercial e Empresarial do Estado de São Paulo. Mais ambiciosa, há boletos emitidos recentemente no valor de R$ 479,98, referentes à contribuição anual. Os endereços das empresas que acabam de ser formalizadas, em geral, são apanhados no Diário Oficial do Estado (DOE), onde a Junta Comercial, pela legislação em vigor, é obrigada a informar. As supostas entidades empresariais não dão trabalho apenas aos empresários que pagam por descuido o boleto. A polícia também enfrenta dificuldades para coibir esse golpe, porque sempre aparecem empresas usando a mesma tática. Muitas vezes são abertas pelos responsáveis das empresas fechadas pela polícia na gestão, que usam laranjas para continuar atuando. Sendo assim, por ora, a recomendação é ficar atento aos avisos de cobrança e, na dúvida, procurar o contador. Adesão à ACSP AAssociação Comercial de São Paulo (ACSP), com 116 anos, possui uma divisão interna específica para captar sócios. O Departamento de Novos Associados (UNA) tem equipes de profissionais responsáveis em promover visitas aos empresários com o intuito de mostrar os serviços voltados à proteção do crédito. Para ser associado de fato, o empresário precisa preencher e assinar uma ficha de filiação. A captação de novos membros também é feita por indicação de pessoas que já conheçam os serviços ou durante cursos, palestras e eventos promovidos na sede da entidade, na região central, ou nas suas 15 distritais espalhadas pela cidade. "Não enviamos qualquer tipo de cobrança para quem não é associado", reforça o economista Marcel Solimeo, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da ACSP.

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